- Início da 2ª Era, por volta de 4.900 à 4.600 a. R.
Vel'tahr era um plano paralelo sombrio, apartado do universo físico onde Héphyris orbitava, habitado por uma raça de humanoides bestiais e sedentos por sangue. Essa sociedade vampírica era governada por um tirano, um rei, lorde Nosferathus, cuja fome e crueldade eram tão profundas quanto antigas. Com o tempo, drenaram toda a vida de seu próprio mundo, levando-os a conquistar outros mundos em sua realidade e escravizar civilizações inteiras em campos de colheita de sangue.Tudo mudou quando uma energia poderosa escapou do colapso do Ventre de Héphyris, atravessando o véu entre os mundos. Ao sentir essa força vital, Nosferathus conduziu parte de seu exército através da fenda dimensional, chegando a Héphyris no início da 2ª Era.
Estabeleceram-se ao leste de Reggardian, nas terras hostis de Khalaraghar, fundando uma fortaleza inicial que mais tarde daria origem à temida cidadela de Vaellamyr. Devido à instabilidade do portal dimensional e ao contato limitado com Vel’tahr, os vampiros não puderam expandir-se de imediato. O avanço foi lento, quase silencioso, moldado pela necessidade de adaptação ao novo mundo. A região onde se fixaram favorecia sua presença: vastas extensões inóspitas, onde os mortais — subordinados aos deuses — raramente ousavam adentrar, temendo as criaturas abissais que ali habitavam.
Nessas terras esquecidas, os Vel’tahr prosperaram à sua maneira. Caçavam e se alimentavam da fauna selvagem local, estabelecendo estruturas rudimentares de colheita e templos de sangue enquanto suas edificações cresciam, pedra após pedra. Apenas após um longo período, quando Vaellamyr já se erguia como um bastião de trevas, é que voltaram seus olhos para além das brumas. A fome tornou-se mais exigente — e então, finalmente, as raças inteligentes tornaram-se presas.
Contudo, com o início dos ataques às aldeias e vilarejos mortais, a disciplina entre as fileiras dos Vel’tahr começou a ruir. Desgarrados e indisciplinados — sedentos e arrogantes — desobedeciam as ordens superiores, preferindo saciar sua fome ali mesmo, no campo, ao invés de capturar e transportar suas presas vivas até as câmaras de colheita em Vaellamyr.
Na maioria das vezes, as vítimas não sobreviviam ao esgotamento ou à violência da drenagem. Mas, em ocasiões raras — seja por erro, pressa, prazer perverso ou intervenção de terceiros — alguns sobreviventes escaparam... carregando dentro de si a semente de uma herança maldita. Esses casos isolados, quase sempre envoltos em silêncio e medo, deram origem às primeiras manifestações do vampirismo em Héphyris.
Contudo, Héphyris era diferente de tudo que essa raça já havia vivenciado em sua realidade: aqui, os mortais tinham fé — e os deuses respondiam aos seus conforme lhes era conveniente. Então, a hora chegou...
Embora uma raça respeitada e evitada pelos "deuses", a crueldade dos Vel'tahr perturbou profundamente o equilíbrio e irritou as "divindades", levando muitos deles a intervir. Após uma guerra devastadora entre os "deuses" que também buscavam o domínio sobre Hephyris e as frações dos exércitos de vampiros que de tempos em tempos conseguiam atravessar a fenda, os Vel'tahr foram finalmente derrotados a custo da vida de um dos deuses, tirada pelas garras do próprio Lorde Nosferathus que também veio a perder a vida.
Vendo-se derrotados, com a morte os alcançando, os Vel’tahr sobreviventes fugiram levando consigo o máximo de prisioneiros, artefatos e relíquias que puderam carregar. Mas nem tudo escapou com eles. Quando a fenda dimensional foi selada à força, ficaram para trás muitos dos seus que foram brutalmente assassinados, armas lendárias como a espada Sangrakt, o cetro de Hematórian, o arco Sangrís, tomos proibidos de magia sanguínea como o Sangrímoro, as ruínas obscuras da cidade do sangue — e os prisioneiros libertos pelos deuses e pelos mortais insurgentes.No entanto, a vitória não veio sem custo. Pois algo sombrio e invisível havia sido deixado para trás e estava prestes a se libertar por definitivo e em larga escala.

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