- Início da 2ª Era.
A lenda conta que no final da 1ª Era, quando o Ventre — fonte primordial da vida — colapsou, deu origem a criaturas corrompidas e hostis chamadas Hielankos. Contudo, durante esse processo de corrupção — na tênue transição entre criação e destruição — uma nova criatura emergiu, nem perfeita, nem totalmente imperfeita: os Amaroks.
Vistas pelos devotos Helídphs, que seguiam adorando o Ventre mesmo após seu colapso, as Amaroks emergiram da caldeira como enormes lobos cobertos por veios de energia e olhos incandescentes. Suas cicatrizes naturais formavam símbolos estranhos, e todas carregavam, no lado esquerdo das costas, um símbolo padrão.Com o surgimento das primeiras aldeias mortais, os amaroks revelaram sua verdadeira ameaça. Passaram a caçar, principalmente durante a noite, e os que sobreviviam aos ataques carregavam eternamente uma maldição: a licantropia.
Inicialmente transmitida pelos próprios amaroks, e depois por aqueles que foram amaldiçoados, a licantropia se espalhou como um vírus sombrio entre todas as raças mortais. Ela transforma os infectados em híbridos bestiais, despertando a fera interior em momentos de medo, raiva ou desespero — independente do dia ou da noite.
Com o colapso completo do ventre, os amaroks desapareceram por completo sendo substituídas pelos Hielankos e pelos próprios licantropos. Mas a marca deixada por elas permanece viva: uma maldição sem cura, que ainda hoje assombra florestas, vilarejos e corações instáveis por todo o mundo de Héphyris.Os infectados mantêm a aparência normal, mas vivem à beira do colapso, podendo se transformar em qualquer instante de instabilidade emocional. Embora as transformações ocorram a qualquer momento, são mais comuns à noite, quando o sono profundo expõe suas mentes perturbadas à influência de Numens.Com o tempo, muitos licantropos passaram a se isolar na vila esquecida de Kanis, em Craânar, cercada por florestas e mares traiçoeiros. No entanto, a maldição se espalhou pelo mundo: licantropos agora rondam florestas, montanhas e até mesmo cidades.Quando capturados vivos, são enviados para Arentaya, a arena de horrores, ou para o arquipélago de Garráis, onde junto dos contaminados pelo vampirismo, servem como armas de execução. Esses espetáculos de sangue são lembretes de que a verdadeira ameaça pode estar oculta sob a pele de qualquer mortal.
Nunca foi descoberta uma cura. Poucos foram os que conseguiram resistir à maldição e controlá-la, transformando o fardo em força. Para todos os outros, resta apenas a sobrevivência… ou a rendição à besta.
Um individuo que sobrevive a rara condição de ser contaminado pelo vampirismo e amaldiçoado pela licantropia, pode se tornar um Varcânis, uma besta hibrida temida pela sua fúria e sua sede de sangue e sofrimento.





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