- Primeiros registros a partir da 2ª Era, por volta de 4.500 a. R.
O Varcânis é uma criatura híbrida extremamente rara e temida em Héphyris, resultado da coexistência quase impossível entre duas condições ancestrais: licantropia e vampirismo. A maioria dos infectados por ambas as condições não sobrevive, sendo destruída pelo conflito interno entre a besta e a sede. Porém, em casos raríssimos, um indivíduo que acredita-se ter constituição e força extraordinárias resiste à transformação e renasce como um Varcânis.
Essa condição, ao mesmo tempo doença, maldição e mutação física, confere ao portador traços de ambas as criaturas, mas também impõe perdas e limitações. O Varcânis apresenta uma anatomia híbrida entre lobo e morcego: possui pelagem densa, garras predatórias, membranas planadoras estendidas entre os membros e a cauda — substituindo o voo dos vampiros por uma movimentação aérea errática e imprevisível. É mais lento no solo do que um licantropo puro e não pode voar como um vampiro, mas compensa com agilidade aérea e a capacidade de mudar bruscamente de direção entre terra e ar.
Ao contrário dos contaminados do vampirismo puro, o Varcânis tolera a luz do sol, embora ainda prefira a escuridão mesmo sentindo uma rara necessidade de dormir.
Quando dorme, mesmo que raramente, pode acontecer a qualquer hora do dia, porém, seu sono dura pouco quando sua mente vulnerável é influenciada por tormentos psiquicos causados por Numens, o que leva o individuo a despertar com loucuras, alucinações e fúria e sofrer uma nova transformação para sua forma bestial que pode durar horas ou até dias.
Com o tempo, o sangue isolado já não sacia sua fome, tampouco a carne morta. Por isso, um Varcânis desenvolve um apetite cruel e meticuloso: devora suas vítimas ainda vivas, buscando a carne mais vascularizada possível, para sentir a densidade das fibras e o calor do sangue fresco, acompanhados do sabor da dor e do sofrimento.
Sobreviventes de ataques de um Varcânis não herdam a condição — ela não é contagiosa por mordida ou ferimento, e por isso, ser ferido por um Varcânis não é uma maldição nem uma infecção, embora quase sempre seja uma sentença de morte.
A maioria dos Varcânis sucumbe à loucura e se torna um predador irracional. Contudo, indivíduos raríssimos podem até dominar a transformação, mantendo consciência e lucidez — tornando-se entidades quase imbatíveis. Porém, comparado a um vampirismo puro, sua afinidade com magia de sangue é severamente reduzida, tornando-o um ser mais físico do que arcano.
O mundo teme sua existência, por isso, essas raras criaturas são perseguidas, estudadas e normalmente mortas quando encontradas devido as dificuldades de mante-las sob domínio. Sendo assim, solta-las em Arentaya não é uma opção segura, por isso, todo Varcânis que já conseguiram capturar e manter vivo, foi enviado diretamente para o Arquipélago de Garráis.
Em toda história de Héphyris, só há registro oficial de três indivíduos que suportaram essa condição, sendo que apenas um deles alcançou a lucidez.
Não há estimativa de vida para um Varcânis, pois, nenhum deles chegou a ter uma morte natural.
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