terça-feira, 30 de junho de 2026

Cortando o mal pela raiz! (Parte 3) ⚔️🪾

- 3ª Era, em 2.990 a. R.

A penumbra da madrugada ainda cobria o Posto Avançado de Vanguarda quando os enviados de Herterer foram reunidos na tenda dos magos sensoriais. O cheiro de ervas queimadas e o calor dos braseiros místicos pesavam no ar.

Um a um, eles estendiam os antebraços. Os magos, com os olhos cobertos por vendas de linho, entalhavam o feitiço diretamente na pele com o toque dos dedos acesos em uma chama azul-opaca. Não era tinta; era uma amarra sensorial. A Marca de Vínculo queimava ao se assentar na carne como uma cicatriz escura. Um elo invisível que conectava a energia vital daquele pequeno esquadrão, permitindo que se sentissem na imensidão verde. Era informação. Vida. E, se o vínculo silenciasse, morte.

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ANTERIORMENTE EM HÉPHYRIS...

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Ília, puxando o ar com dificuldade após receber a sua, acariciava o pulso trêmulo quando o pano da entrada da tenda foi arrancado de uma vez.

O ar frio da madrugada invadiu o ambiente, trazendo o som distante das árvores gemendo ao vento. Todos se viraram.

Na entrada, recortado contra a luz fraca do amanhecer, estava um anão. Seus ombros eram largos como um tronco de carvalho, a barba ruiva vinha trançada com anéis de ferro e a armadura de placas grossas estava severamente arranhada por marcas de garras frescas. Mas era o olhar dele que congelava a tenda: uma mistura violenta de raiva, revolta e uma tristeza profunda que ele tentava esmagar entre os dentes cerrados.

Ninguém disse uma palavra. O silêncio foi absoluto enquanto os oito de Herterer o acompanhavam com os olhos.

O anão caminhou a passos pesados, fazendo o chão de terra batida vibrar, e parou direto em frente a um dos magos sensoriais. Sem desviar os olhos do vazio, ele esticou o braço direito, rústico e calejado. O mago hesitou por um segundo, mas aproximou os dedos acesos. O anão nem sequer piscou quando a carne queimou com o selo místico. Ele apenas abaixou a cabeça por um breve momento, respirando fundo, como se estivesse engolindo o próprio fantasma.

Quando reergueu o rosto, girou sobre os calcanhares e andou em direção à saída. Segurou o pano que fechava a tenda, olhou para trás por cima do ombro e soltou a voz áspera como pedra lascada:

— Vocês vão ficar aí parados? Vamos!

Ele soltou o pano e sumiu na névoa da manhã. Os garotos da taverna se olharam, assustados e confusos com a interrupção.

O Capitão Faranddal, ajustando a braçadeira de couro sobre a sua marca recém-feita, quebrou o silêncio e olhou para o místico vendedor:

— Quem é ele?

O mago sensorial recolheu as mãos para dentro das mangas do manto, soltando um suspiro cansado:

— Ele é o Urur... Ele não morreu junto com o esquadrão dele nessa madrugada.

...

A mata ainda não era totalmente fechada na borda exterior, mas a transição foi imediata. Alta, densa e sufocante, a Floresta Hortalgan parecia engolir a luz fraca da manhã a cada passo que o flanco dava para o interior.

Galhos grossos se curvavam sob antebraços, folhas ásperas raspavam contra as armaduras metálicas e cipós estalavam sob o peso de botas pesadas. Não havia silêncio ali dentro — era o som abafado, úmido e constante de coisa viva sendo forçada a abrir passagem.

Harllan, o brutamontes, ia à frente sempre que o terreno permitia, usando seu escudo imenso como uma cunha de ferro para esmagar a vegetação. Nos trechos onde os espinhos travavam o avanço, o arqueiro Zaran desferia golpes contidos e rápidos com sua lâmina para cortar os galhos. Logo atrás deles, Urur mantinha os passos firmes. O anão caminhava com os dois martelos de guerra baixos, os olhos injetados varrendo as copas das árvores, as narinas infladas captando o cheiro de seiva e sangue que a floresta exalava.

O Capitão Faranddal seguia estrategicamente no centro da formação, observando os arredores mais do que liderando, com os cabos de suas duas lâminas cruzadas prontos nas costas. Mazaf caminhava com o cajado em punho, os olhos atentos focados tanto nas sombras da mata quanto na retaguarda do grupo, garantindo que a coesão do flanco não se perdesse. Perto dele, a jovem Ília caminhava de cabeça baixa. A maga sensorial iniciante respirava curto, os dedos trêmulos tocando o orbe místico enquanto tentava decifrar a cacofonia de energias que a marca em seu braço captava. O elo entre os nove pulsava quente, como um batimento cardíaco coletivo.

À frente e espalhados pelas margens da trilha, agiam os olhos do flanco.

Carik avançava curvado, quase fundido aos arbustos rasteiros, mantendo a cadela Fena por perto. O animal avançava com o focinho colado ao chão de terra preta, farejando cada centímetro. Acima deles, o gavião Dorow executava voos curtos, saltando silencioso entre os galhos mais altos, os olhos de rapina guiados pelo comando mental de Néfa, que vinha logo abaixo.

Nada os atacava. Nenhum animal fugia com a presença deles.

A floresta apenas observava — e, sutilmente, os galhos pareciam se fechar de volta assim que a retaguarda passava.

De repente, a tensão na marca do braço de Ília oscilou. Faranddal percebeu o movimento e ergueu dois dedos no ar. O flanco parou no mesmo instante, congelando as posições.

O clarão veio primeiro.

Uma explosão brutal de luz branca pura rasgou a mata densa a quilômetros de distância, transformando a penumbra em um dia artificial por um milésimo de segundo. Por um instante eterno, tudo congelou — e então veio a onda de choque.

O chão sob suas botas estremeceu. Árvores centenárias gemeram com a pressão e galhos grossos se partiram no alto como gravetos. Harllan reagiu por puro instinto militar: cravou a base do seu escudo pesado na terra e puxou Ília com violência para trás da proteção de metal. No céu de folhas, o gavião Dorow perdeu o eixo do voo, sendo arrancado do ar pela lufada de vento cortante, enquanto a cadela Fena se encolheu contra o chão, choramingando baixo.

E tão rápido quanto veio, o vento passou.

Mas o silêncio que sobrou na Floresta Hortalgan era completamente errado.

Ília saiu cambaleando de trás do escudo de Harllan. Ela apoiou-se no tronco de uma árvore nodosa e vomitou até cair sentada no chão úmido, o corpo inteiro tremendo violentamente. Zaran e o guerreiro Eleu deixaram suas posições de guarda por um instante, avançando rápido para segurá-la pelos ombros, enquanto o resto do grupo — com Urur, Carik e Néfa à frente — varria a penumbra da mata com as armas empunhadas.

Faranddal se aproximou a passos rápidos, contendo a lâmina na mão.

— Ília? O que houve?

— Flanco sudoeste… — ela sussurrou, a voz sufocada pelo pânico. — Todos se foram. Sumiram da rede.

O peito da garota travou. Os olhos dela reviraram, ficando completamente brancos por um segundo eterno. Ela parou de respirar, sobrecarregada pela dor simbiótica de dezenas de marcas de vínculo sendo extintas de uma vez só na floresta. Então, voltou a si num espasmo violento, puxando o ar como se estivesse se afogando.

— Um esquadrão do fogo… — ela arquejou, as lágrimas limpando a fuligem do rosto. — Eles destruíram um perímetro. Grandes. A explosão… foi o sacrifício do último deles.

Faranddal virou-se para a direção do clarão, encarando a mata que parecia digerir a luz moribunda. Sua expressão era de puro gelo.

— Vamos aguardar o perímetro se estabilizar.

Mazaf deu um passo à frente, aproximando-se do capitão. O mago olhou de soslaio para a garota no chão e balançou a cabeça de forma sombria.

— Ela não vai aguentar, Faranddal. O choque místico foi pesado demais. Ela está fraca.

— Ela é a única sensorial que temos para não andarmos às cegas — respondeu o capitão, sem desviar os olhos das árvores. — E não há o que fazer. Se mexam.

No alto, o gavião Dorow retornou de seu voo de forma agitada, quase caindo ao pousar de mau jeito no ombro de Néfa, piando fino. No chão, a cadela Fena virou o focinho na direção da escuridão mais densa e soltou um rosnado baixo, a pelagem do dorso totalmente eriçada.

O grupo se fechou instantaneamente em formação defensiva, ombro com ombro. Foi quando perceberam.

As árvores ao redor começaram a se inclinar levemente, um movimento sutil e orgânico. Entre os troncos distantes, vultos massivos e sombrios passavam em velocidade, ignorando completamente o flanco de Herterer. Eles seguiam em massa na direção de onde a explosão havia acontecido.

— Mais uma raiz foi morta pelos combatentes do fogo — murmurou Faranddal, decifrando a movimentação. — A defesa da floresta está em desespero. Nós não somos o problema deles agora. O flanco da frente se viu derrotado, e o sacrifício deles abriu uma brecha.

Ele apontou as espadas na direção oposta à dos vultos.

— Vamos sair daqui. Agora, enquanto eles se movem.

...

O flanco retomou a marcha apressada, cortando a vegetação com urgência. Mais fundo na floresta, tentando quebrar o clima sufocante, Zaran olhou por cima do ombro e murmurou:

— A vida é dura… eu preferia mil vezes estar em Sorttar agora. Lembra, Eleu? Daquela garota loira da taverna, bem próxima da casa da guarda…

O silêncio foi a única resposta.

— Eleu?

Zaran parou abruptamente. Olhou para trás. O espaço na retaguarda, onde o guerreiro deveria estar cobrindo seus passos, estava completamente vazio. Apenas galhos estáticos e folhas no chão.

— Eleu! — o grito de Zaran ecoou, cortando a mata.

No mesmo milésimo de segundo, Ília levou as duas mãos ao peito com força, o ar sumindo de seus pulmões como se tivesse levado um soco.

— Não… — sussurrou ela, os olhos arregalados de terror. — Algo foi… desligado. A marca dele sumiu. Não houve morte. Só… apagou.

— Defensiva! — ordenou Faranddal, a voz cortando o início do pânico.

— O que você sentiu, Ília?! — Harllan perguntou, fincando o escudo na terra e se colocando entre a garota e o vazio da retaguarda.

— Um vazio... — ela chorou, apertando o próprio antebraço onde a marca pulsava capenga. — Como se o espaço que ele ocupava tivesse sido... extirpado.

Néfa e Carik agiram por instinto, vasculhando os arredores imediatos de onde Eleu caminhava há poucos segundos. As botas deles afundavam nas folhas secas, mas não havia nada.

— Não há sinais de luta. Nenhum rastro, nenhuma gota de sangue — Néfa anunciou, a voz trêmula sob o capuz.

Faranddal engoliu em seco, os olhos estreitados.

— Então ele não foi levado. Foi retirado.

A floresta respondeu com o mais absoluto nada. Nem o vento ousava soprar.

— Ele estava aqui! — Zaran insistiu, a voz subindo de tom, os punhos cerrados. — Dois passos atrás de mim! Eu conseguia ouvir o barulho da armadura dele!

— Não há marca nenhuma no chão, Zaran — Urur interveio, a voz áspera e pesada. O anão deu um passo à frente, segurando o arqueiro pelo ombro com sua mão calejada. — Eu vi isso acontecer ontem com o meu esquadrão. A floresta não está só nos cercando... Ela está nos reorganizando por dentro. Mudando o tabuleiro.

Zaran empurrou a mão do anão, avançando na direção do vazio.

— Vamos atrás dele! Ele pode estar a metros daqui!

As espadas de Faranddal se cruzaram num estalo metálico bem diante do peito do arqueiro.

— Se avançarmos às cegas, só vamos repetir o erro e fragmentar o flanco — sentenciou o capitão.

— O Eleu era melhor que metade de nós, Faranddal! — Zaran rosnou, o rosto colado às lâminas do capitão.

— E mesmo assim caiu. Se sairmos da linha, caímos todos.

No centro, Ília tremia tanto que Mazaf precisou sustentá-la pelo braço.

— Se eu tentar expandir meu sentido para procurá-lo no espaço... eu não volto — murmurou a garota. — A geometria daqui está... quebrada.

— Então é isso? — Mazaf perguntou, olhando para o capitão com uma frieza analítica. — Seguimos como se nada tivesse acontecido?

Faranddal desfez a cruz de suas espadas e olhou fixamente para o espaço vazio onde o guerreiro estivera.

— Seguimos porque aconteceu.

Um estalo pesado, como um osso verde de árvore se partindo, ecoou à direita. As copas das árvores se inclinaram em uníssono.

— Formação de marcha. Agora — comandou o capitão.

Ninguém discutiu. O choque estava anestesiando o grupo. Ília foi arrastada no centro, protegida por Mazaf e Harllan. Zaran olhou para trás uma última vez, engolindo o nó na garganta.

— Eleu não morreu em vão — disse Faranddal, embora nem ele mesmo acreditasse totalmente naquelas palavras. — Mas se ficarmos aqui parados, nós vamos.

O flanco voltou a andar. Mais lento. Mais atento. Com um buraco sangrento na retaguarda.

...

Após algum tempo de caminhada agonizante, Carik franziu o cenho.

Fena, a cadela, havia se afastado um pouco da linha de visão do grupo, farejando o perímetro como sempre fazia. Ela entrou atrás de um tronco largo à esquerda... e surgiu, no mesmo instante, atrás de outro tronco bem mais à frente, do lado oposto da trilha.

Carik piscou, achando que a penumbra estava pregando peças em seus olhos.

O animal, alheio ao pânico do dono, entrou atrás de outra árvore — e reapareceu atrás de uma terceira, em um ponto que seria fisicamente impossível de alcançar naquele intervalo de tempo. Não havia trilha, não havia lógica de movimento, tampouco espaço físico para aquilo. Era como se a realidade estivesse cortada em pedaços e colada fora de ordem.

Carik sentiu o estômago gelar. O suor frio desceu por sua nuca.


Ele se aproximou rápido de Faranddal, segurou com força o peitoral da armadura do capitão e levou o dedo indicador aos lábios, exigindo silêncio absoluto. Em seguida, apontou com a mão trêmula na direção do cão.

Fena entrou novamente atrás de um tronco grosso... e reapareceu metros à direita, quase flutuando sobre uma raiz alta, exatamente como se tivesse sido reposicionada no mundo por uma mão invisível.

Os olhos de Faranddal se estreitaram. Todo o flanco parou. Ninguém respirava fundo, evitando até mesmo o menor ruído metálico enquanto observavam a cadela desatar as leis da física.

Fena entrou atrás de mais uma árvore.

Dessa vez... não voltou.

Passaram-se segundos excruciantes de expectativa. O espaço continuou estático, as folhas caídas no chão pareciam coladas na mesma posição. Nada.

Carik deu um passo à frente, desandando a formação. A voz saiu falhando, quase num sussurro desesperado que arranhou a garganta:

— Fena...?

No mesmo instante, Ília levou a mão ao peito com força, soltando um arquejo doloroso. Mas desta vez não era uma vida piscando e sumindo como a de Eleu. Era diferente.

— O espaço... — murmurou ela, as pupilas dilatadas de pânico contido. — Algo arrancou a referência. A floresta... engoliu o ponto onde ela estava.

Faranddal fechou os dedos com tanta força no cabo da espada que as juntas ficaram brancas.

— Não procurem! — ordenou baixo, mas com uma firmeza cortante. — Se nos movermos sem entender o padrão biológico desse lugar... vamos desaparecer igual.

Zaran olhava fixo para a árvore onde a cadela havia sumido, os dentes trincados.

— Primeiro o guerreiro... agora o cão.

Urur rosnou, apertando os cabos de seus martelos:

— Eu avisei. Ela está nos reorganizando.

Carik não se importou com as ordens de Faranddal e nem ouviu o aviso do anão. Quando a ficha caiu de que Fena não voltaria, o peito do batedor subiu e desceu num espasmo. O amor pelo animal esmagou o protocolo militar. O corpo dele reagiu antes da razão, e ele se lançou para fora da linha, quebrando a formação do flanco.

— FENA! — o grito de Carik saiu quebrado, agudo, infantil em seu desespero.

Ele não deu dois passos.

Uma silhueta pesada e atarracada cruzou a sua frente como um bloco de pedra. Urur largou o cabo de um dos martelos, deixando-o pendurado pelo cordão de couro no pulso, e avançou com o braço livre, atingindo o peito de Carik com um soco de bota-fora.

O batedor foi arremessado de volta para o centro da trilha, caindo de costas no chão úmido. Antes que pudesse levantar, o anão já estava sobre ele, fincando o joelho de armadura direto no peitoral de ferro de Carik, prendendo-o contra a terra.

— Me solta! Ela tá ali! Ela tá logo ali! — Carik esbravejou, esmurrando as placas do ombro de Urur, as lágrimas inundando os olhos.

— Se você der mais um passo para fora dessa linha, garoto, você morre e não traz o bicho de volta! — Urur sibilou na cara dele, a voz áspera gotejando uma fúria contida que fez o batedor congelar. O anão apontou o martelo de guerra na direção do tronco onde Fena sumira. — Olhe para aquela maldita árvore. Olhe bem! Você acha que o seu cachorro está atrás dela? Não tem nada atrás dela! O espaço foi dobrado. Se você entrar ali, vai parar no estômago da mata ou em um vazio onde nem sua alma vai conseguir gritar.

Carik parou de lutar, o peito subindo e descendo, engolindo o choro enquanto encarava os olhos injetados do anão.

Faranddal se posicionou acima deles, cobrindo o flanco com as espadas empunhadas, os olhos varrendo a copa das árvores.

— Fique no chão, Carik. Harllan, feche o escudo sobre ele. Mazaf, ajude a Ília.

O silêncio que se seguiu foi quase pior do que o grito. O grupo estava encurralado, não por um exército que podiam ver, mas por uma geografia que os caçava.

Foi quando o silêncio desmoronou de vez.

Ao redor deles, pontos de luz opaca começaram a surgir na escuridão sem rosto e sem forma definida. Eram olhos brancos, espalhados entre os galhos acima, na copa das árvores, atrás dos troncos, suspensos no ar e rentes entre as raízes.

Alguns se moviam devagar, como fendas se abrindo na casca da madeira. Outros apenas observavam.

Ília levou a mão ao peito com tanta força que os dedos cravaram no tecido da túnica, quase rasgando-o.

— Eles não estão... vindo — sussurrou a maga sensorial, a voz sumindo. — Estão... se manifestando. Eles já estavam aqui. O espaço só está se abrindo para eles passarem.

Urur levantou-se de cima de Carik de vagar, recuperando o cabo do seu segundo martelo. Ele cuspiu o sangue de um corte no lábio e sorriu de lado, um sorriso amargo de quem finalmente encontrou os demônios que caçava.

— É... — resmungou o anão, girando os pulsos. — Parece que a brincadeira de esconde-esconde acabou.

Continua...

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