domingo, 1 de junho de 2025

Ískra, a vermelha 👁️‍🗨️🩸

- Por volta de 3.097 da 2ª Era ao início da 5ª Era.

Ískra foi uma humana, uma linda menina de aparência doce, marcada por uma doença incurável, que buscou em vão a ajuda de sua mestra, Melínia. No entanto, sua mestra, recusou ajudá-la, explicando que sua enfermidade era parte de uma ordem natural e não poderia ser revertida. Determinada a sobreviver, Ískra prosseguiu sozinha, dedicando sua vida restante à busca por uma solução.

Após o desaparecimento de Melínia, que sumiu do mundo junto de Surtur, o deus do fogo, após uma batalha devastadora, obtendo parte dos manuscritos de sua mestra e o livro de Sangrímoro, Ískra finalmente conseguiu acessar uma dimensão paralela a Héphyris: a Dimensão de Sangue — um espaço infinito composto por ilhas voadoras sobre um mar de nuvens vermelhas.

Lá, Ískra desenvolveu a técnica de magia conhecida como magia Áltaris, que permitia um usuário reivindicar e se vincular espiritualmente a uma ilha obtendo determinados benefícios em troca da metade de sua expectativa de vida. Ískra se beneficiava desse acordo ampliando assim seu poder e prolongando sua existência.

Nos altares da dimensão, havia sempre o símbolo indecifrado “Hemas”, cuja origem Ískra talvez tenha compreendido, mas jamais revelou a ninguém sendo talvez, sua mestra, Melínia, a única além dela a saber a verdade.

Detentora do controle da Dimensão de Sangue, Ískra passou a recrutar pessoas em estado terminal, cujas histórias refletiam a sua, prometendo-lhes cura e longevidade em troca de fidelidade absoluta e serviços prestados à sua causa.
Estes se tornavam os magos vermelhos, ou magos de sangue, que lutavam a favor dela e andavam pelo mundo oferecendo a mesma cura que tiveram em troca de serviços e escrituras e contratos das ilhas suspensas da dimensão vermelha.

Ískra permaneceu como a única conhecedora do caminho para a Dimensão de Sangue, guardando seus segredos até o fim. Sua morte ocorreu tragicamente: ao ser atingida por uma magia que a deixou inconsciente e sonolenta, foi atormentada por um Numen em seus sonhos. Despertou cega, desesperada, e acabou caindo de um penhasco, encerrando assim sua jornada marcada por ambição, solidão e mistério.

Após a morte de Ískra, o sangrímoro foi levado para a biblioteca de Melliort e entregue aos sábios.

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