sexta-feira, 10 de janeiro de 2025

O Crontar ⌛

- 3ª Era, 1.700 a. R.

A ampulheta Crontar foi criada por Melzert durante uma perigosa viagem em um navio voador, onde ele transportava uma enorme quantidade de energia de Órudis armazenada em uma urna de Barthus selada com magia. Durante o trajeto, a embarcação foi surpreendida por uma nuvem de tempestade violentíssima. O impacto das rajadas e trovões danificou a urna, rompendo seu selo.

A energia de Órudis começou a se dispersar em rajadas descontroladas, causando grande destruição dentro do navio já comprometido pela tempestade. Diante do caos iminente e como último recurso, Melzert utilizou uma ampulheta feita de cristal de Sêlenik e drenou ao máximo a energia de Órudis para tentar conter a situação. A ampulheta, ao receber tamanha energia, teve sua função temporal amplificada, transformando-a em um artefato de enorme poder.

Mesmo com seus esforços, a embarcação não resistiu. Gravemente danificada, caiu em uma ilha no Mar de Visênya, localizada entre Crânnar e Timryddrin. A ampulheta, agora imbuída com a energia de Órudis, começou a emitir pulsos de poder que criaram um domo ao redor da ilha. Dentro desse domo, o passado, o presente e o futuro se entrelaçavam, formando uma fratura temporal constante. Todos que ultrapassavam o limite do domo ficavam presos aos efeitos temporais do artefato, condenados a um destino desconhecido e duvidoso.

Melzert e alguns de seus alunos sobreviveram ao desastre, sendo arremessados da embarcação e caindo no mar. Após serem resgatados, Melzert relatou o ocorrido às nações sendo julgado por elas como responsável pelo ocorrido até muito tempo depois ser inocentado, e a ilha passou a ser conhecida por Ilha de Crontar, nome também atribuído ao artefato, e foi rapidamente evitada por todas as frotas que utilizavam aquela rota, transformando-se em um lugar de mistério e temor devido aos fenômenos temporais que abrigava.

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