- Início desconhecido entre a 2ª e 3ª ERA.
Os Hephênicos são uma antiga religião de caráter oculto e organizacional que se formou em torno da crença de que Héphyris, a colossal celestial da criação, não apenas existiu, mas é o próprio planeta em estado dormente. Essa fé é mantida por uma ordem profundamente estruturada e secreta, que há séculos atua para trazer Héphyris de volta à vida, despertando sua consciência adormecida em uma estátua humanoide feminina monumental, construída e escondida em uma base subterrânea extremamente estruturada e bem protegida.A estátua, feita de materiais como barthus, divlidium e silênik e conectada ao solo através de veios e canais energéticos por onde era alimentada com flulminous, é considerada o receptáculo físico que poderá abrigar a essência de Héphyris.
Contudo, eles acreditam que vários dos núcleos de energia da própria Hephyris foram removidos de seus locais originais ao redor de todo o planeta ao longo das eras e espalhados ou utilizados para outros fins. A missão mais importante da ordem é reunir todos esses núcleos e conectá-los à estátua, pois acreditam que, ao fazer isso, Héphyris será reencarnada, restaurando equilíbrio, proteção e ordem ao mundo.
A cúpula da ordem, conhecida como os Guardiões do Despertar, sabia desde os primórdios a verdade sobre o planeta — de que ele é, na verdade, o corpo morto de uma colossal celestial. Utilizando esse conhecimento, eles manipulam povos e culturas pelo mundo com promessas e doutrinas que mesclam esperança e temor: o renascimento da deusa trará paz, mas sua ausência permanente trará caos.
A fé hephênica é difundida por meio de Sacerdotes do Despertar, que se dividem em dois grupos:
- O primeiro grupo atua publicamente, sendo enviados para vilas, cidades e regiões isoladas, onde pregam em praças e locais abertos a devoção à deusa do equilíbrio e da justiça sem mencioná-la como Héphyris e sim como Galateia. Eles atribuiam a ela a responsabilidades sobre acontecimentos históricos de maneira enganosa nunca causados por ela para dar dimensão de poder e conseguir o temor do mundo. Cada sacerdote carrega uma pequena réplica da grande estátua, feita de barthus, um material raro capaz de armazenar energia espiritual. Esses recipientes absorvem a energia de devoção das preces e rituais dos fiéis. Quando cheios, são enviados à base principal e usados para alimentar a grande estátua, ajudando a manter sua conexão com a energia vital do planeta.
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O segundo grupo atua de forma oculta e sombria, sendo responsável pelos rituais secretos e mais brutais. Eles raptam pessoas puras, geralmente inocentes ou em estado de paz espiritual, e realizam rituais de drenagem vital. Suas vidas são esgotadas até a morte, e toda sua vitalidade é transferida para as urnas de barthus. Essas urnas, assim como as outras, também são enviadas à base subterrânea para nutrir a estátua, acelerando o processo de seu possível despertar.
Apesar de a localização exata da estátua ter sido desconhecida, suspeitava-se que esteja profundamente enterrada em algum ponto sagrado, rodeada por estruturas secretas erguidas ao longo dos séculos. O culto mantém o local inacessível, mesmo para seus membros de menor hierarquia. Apenas os Guardiões do Despertar têm pleno conhecimento de tudo.



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