- De ???? á meados da 2ª Era.
Hécate era uma entidade antiga, vinda de um mundo além da compreensão mortal. Não se sabia ao certo se era um único ser ou se habitava múltiplas consciências, pois sua essência se manifestava através de máscaras, cada uma representando um estado emocional distinto—medo, raiva, alegria, tristeza, loucura e muitos outros sentimentos inomináveis.
Com suas faces mutáveis, Hécate não apenas influenciava indivíduos, mas dobrava civilizações inteiras à sua vontade, manipulando as emoções em massa. Povos sucumbiam à euforia insana, mergulhavam na depressão ou inflamavam-se de fúria sanguinária sob sua influência. Impérios nasceram e ruíram sob seu olhar mascarado, e o destino do mundo era moldado pelo capricho de suas muitas personalidades.
Entretanto, Hécate encontrou seu fim em um combate contra uma entidade desconhecida, um ser cuja força transcendeu até mesmo seus múltiplos aspectos. Seu corpo se desfez, suas máscaras se perderam nos confins do tempo e do espaço, restando apenas uma—a Face da Loucura, uma máscara lisa e vazia, tão enigmática quanto aterradora.
Seus seguidores, em desespero, recolheram o último vestígio de sua deusa e a encerraram em uma urna cerimonial. Em um ritual fúnebre, atravessaram um portal em busca de um novo mundo onde pudessem dar fim ao ciclo de sua divindade. Esse mundo era Héphyris, e ali, em meio às areias do deserto de Viscênya, desapareceram sem deixar rastros.
A máscara de Hécate sobreviveu. E com ela, a promessa de que a influência de Hécate jamais se extinguiria por completo.

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