Féstris, um jovem servo de Porto Vilênya, era constantemente humilhado em seu trabalho como bobo da corte e relegado às tarefas mais degradantes do castelo. Após ser cruelmente ferido e ridicularizado durante um banquete nobre, foi designado para limpar o salão onde artefatos valiosos estavam expostos. Entre eles, uma máscara negra e lisa parecia pulsar, sussurrando promessas de poder e vingança.
Dias de tormento e sedução levaram Féstris a ceder. Na noite de um novo banquete, quando serviria novamente como bobo da corte, ele retornou ao salão dos artefatos antes da festividade e colocou a máscara. Então, dirigiu-se ao banquete pela porta da frente, encarando aqueles que por tanto tempo o desprezaram.
Os nobres, sem hesitar, começaram a feri-lo e ridicularizá-lo, como de costume. Mas desta vez, Féstris apenas ria. Seu riso ecoava pelo salão de forma estridente e perturbadora, como se não sentisse dor, como se estivesse se divertindo ainda mais do que os próprios aristocratas. A alegria da nobreza logo se transformou em desconforto, pois, pela primeira vez, seus insultos pareciam não atingi-lo. A graça terminou abruptamente quando, sem aviso, Féstris atravessou uma lâmina no peito do nobre que mais o humilhara. O silêncio por espanto tomou o salão por segundos antes dos gritos e correria começarem.
Féstris, então, ficou parado no centro do salão, observando todos os presentes. Seu olhar penetrante era como um abismo, e em sua mente, os nobres foram tomados por um terror indescritível. Um por um, eles começaram a ser consumidos por alucinações psicóticas. Seus próprios medos e paranoias começaram a se materializar diante deles. Logo, os convidados começaram a se matar em um frenesi de pânico, enquanto outros, tomados pela loucura, atacavam uns aos outros sem controle, incapazes de distinguir amigos de inimigos.
Sob o poder da máscara, Féstris ganhou habilidades sobre-humanas e a capacidade de enlouquecer suas vítimas, que se tornavam uma horda frenética, contorcendo seus corpos grotescamente e se lançando em ataques suicidas. Assim, ele se tornou o temido Palhaço do Caos, uma lenda sombria em Héphyris, espalhando terror e destruição sob a influência do enigmático artefato conhecido por "Máscara de Hécate".

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